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Atitudes muito humanas, como o ciúme,
a inveja, despeito e amor, eram constantes nas divindades gregas, pois
os deuses do Olimpo se comportavam como as criaturas humanas. Só
que eram dotados de maiores poderes, de mais beleza e perfeição,
e imortais. Mas estavam expostas a sofrimentos físicos e morais,
padeciam angústias e sentiam alegrias, amavam e odiavam, comiam
e bebiam, tocavam a lira e faziam festas. O filósofo Aristóteles,
para demonstrar a fragilidade da religião grega, afirmava: "O homem
fez os deuses à sua semelhança e lhes deu seus costumes."
Homero foi o grande organizador
do panteão grego, que situou no monte Olimpo, onde os deuses viviam
entregues a seus caprichos e desavenças, pouco interessados no culto
ritualístico mas atentos às vicissitudes de seus protegidos
terrestres.
Segundo o mito da Criação, no início dos tempos só havia o Caos. Logo após o seu surgimento surgiu Gaia (a Terra). Sem intervenção masculina ela gerou sozinha o Ponto (o Mar), as Montanhas e Urano (o Céu), com quem se casou e gerou o Titãs, os Ciclopes e os Hecatonquiros (gigantes de cinqüenta cabeças e cem braços). Cronos, um dos Titãs, armado de uma foice castrou o pai e o destronou. Com sua irmã, Réia (também Titã), teve seis filhos, a primeira geração dos deuses olímpicos. Entretanto, ameaçado por uma profecia de que um de seus filhos o destronaria, engoliu todos eles, menos o caçula que graças a um ardil da mãe foi salvo. Quando grande Zeus retornou, fez o pai devolver seus irmãos, Deméter, Hera, Héstia, Poseidon e Hades, e o destronou. Esses deuses deram origem a uma segunda geração e assim sucessivamente.
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